A Caminhada
by Jonee
A vida, tal como tudo tem um princípio, um meio e muito provavelmente um fim e como tal acho que tenho de encontrar a forma como quero que a minha história comece, portanto, tal como tantas outras…
Era uma vez…desde de que me lembro que sempre senti que havia algo de diferente em mim, na forma como sempre olhei o Mundo que nos rodeia e hoje mais do que nunca, sinto que isso é verdade…mas ao contrário de outros tempos já não é algo que me assusta ou que me força a esconder-me com medo que não me entendam, porque hoje sei que também eu tenho o direito de me exprimir…de mostrar ao mundo o que sinto em relação a ele, mesmo que isso signifique quebrar muitas barreiras!
Penso que o mais difícil já está…agora que já encontrei a forma adequada de iniciar esta encruzilhada, já nada me pode deter…e em homenagem a um grande amigo meu – ‘zás…aqui vou eu…’!
Tudo na vida tem um lado bom e um lado mau, mas para isso é preciso que olhemos as mais variadas situações de u ma forma diferente, porque senão somos apenas cegos à procura do que (no fundo) não queremos ver e isso é algo que ainda nos dias de hoje se verifica muito…e para quê pergunto eu…tantas são as vezes que em situações difíceis eu optei por encará-las com um sorriso, porque por vezes os acontecimentos maus ou menos bons (como lhe quiserem chamar) não merecem mais do que um sorriso da nossa parte, por forma a mostrarmos que a nossa vida vai muito para além dos períodos maus…e se na realidade não for bem assim então tratem de lutar por algo melhor, porque todos merecemos uma oportunidade de sermos felizes, mesmo que alguns não mereçam mais do que breves segundos de felicidade (nem que seja para depois se verem privados dela para que entendam o sofrimento que possam ter causado a alguém) …
Uma introdução (como a que optei por fazer nas linhas anteriores) nunca é mais do que o começo de algo muito maior, mas também não deixa de ser a bitola porque todos nós somos medidos, portanto espero não me ter portado muito mal…Pensei em dividir a minha escrita/os meus pensamentos por capítulos de acordo com determinados assuntos por forma a ser-me mais fácil a pôr para palavras o que sinto, daí a divisão de assuntos que se registará a partir daqui…
Capítulo I
A Vida
Adoro a Vida…adoro sentir-me vivo…é uma sensação única acordar de manhã e poder ver o Sol a ‘entrar’ pela minha janela sem que nada nem ninguém o possa deter…
A Vida não é um mar de rosas, e eu sei isso por experiência própria, mas nada se compara à possibilidade de podermos viver tão variadas situações que por sinal nos proporcionam tão variados sentimentos…que bom que é sentar-me num banco de jardim e simplesmente deixar que os Ventos levem o seu curso natural…vermos o Sol a banhar tudo…a forma como as folhas abanam quando são tocadas pelo vento…como as aves cantam…como as crianças brincam sem preocupações…como alguns de nós sorriem de pura felicidade (mesmo sem ter acontecido nada de especial) apenas porque se sentem bem por estarem ali…naquele sitio como em qualquer outro…há que saber extrair o máximo prazer de todas as situações senão somos apenas macacos presos em jaulas…acho que não evoluímos até este ponto para agora nos resignarmos a uma existência controlada e sem ‘sumo’…porque se foi para isso então levem-me deste mundo porque preferia não nascer a ter de levar uma vida presa a regras e linhas de conduta (tal como tudo também são precisas mas não como fio condutor da nossa existência) …
Capítulo II
O Amor
É tão bom Amar…mas ainda melhor é ser Amado…amem com todas as vossas forças…vão atrás do que amam seja em que situação for…
Este capítulo talvez seja o sítio mais propício para eu me conseguir expressar da melhor forma, porque se é para falar de Amor, então tudo o que seja regras, podem e devem ser esquecidas…porque quem ama verdadeiramente não olha a regras, ‘limita-se’ a amar e procurar o amor para a sua vida…
Amar é provavelmente a melhor sensação que já experimentei em toda a minha vida e mesmo já tendo sofrido bastante por amor, nunca serei capaz de virar as costas à única coisa que nos consegue pôr a sorrir sem que nada tenha acontecido (quem é que já não deu por si a sorrir simplesmente por estar apaixonado?!) … e isso é maravilhoso, é único, é algo muito especial…
Capítulo III
A Morte
Nunca devemos desistir de viver…devemos sempre tentar o impossível para que possamos com a nossa presença, alegrar o dia de outras pessoas…
Mas a morte por vezes leva-nos pessoas tão queridas…que tanta falta nos fazem…que tanto nos ajudaram sem que nunca tivéssemos dado nada em troca…apenas porque nos amavam e isso é algo tão único nos dias de hoje…a morte por vezes castiga-nos de uma forma tão cruel…tão impossível de aguentar…todos nós temos pessoas nos nossos mundos que gostaríamos que vivessem para sempre mas há pessoas que merecem mais a eternidade do que outras…é tão difícil chorar por alguém que não estará mais presente…que nunca mais nos dará um conselho amigo…um abraço caloroso…um olhar meigo de compreensão…tinha prometido a mim mesmo que não iria escrever sobre algo tão definitivo como a morte mas mais uma vez a minha vida apanhou-me de surpresa e levou-me alguém que me era particularmente querida…afinal era a minha melhor amiga…era uma pessoa tão especial…ajudou-me sempre, sem nunca se recusar a aturar as minhas crises de adolescência/existência e de amor…e por isso e muito mais nunca a esquecerei, terá sempre um cantinho para ela na minha vida e principalmente no meu coração…muito obrigado minha querida amiga…muito obrigado Professora Ana…obrigado…e fica a promessa que nunca mais desistirei de escrever, nem que seja apenas para mim…e para si…
1 comment:
Qualquer um dos capítulos é altamente interessante, mutável e evolutivo, mas aquele que mais entusiasma os leitores (por isso é que há livros, filmes, musicas sobre isso), e mais me entusiasma, é sem dúvida, o Amor. E o que nos faz amar ainda mais é saber que ele é infinito, e que pode ser sempre mais e maior do que aquilo que experimentamos. Talvez por isso, que andamos incessantemente em busca dele em tudo. Devias explorar mais o capitulo. Com novas experiencias, claro. Em busca sempre de um nível mais alto….
Ana
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